20/06/2013

Mais de 60 bandas dão música em 12 jardins de Lisboa


In Sol Online /LUSA (19/6/2013)

«Mais de 60 bandas profissionais e amadoras de diferentes estilos musicais vão tocar ao vivo em 12 jardins da cidade de Lisboa, no sábado, no âmbito da iniciativa “Faz Música Lisboa”, que cumpre a sua terceira edição.

“A ideia é trazer bandas, profissionais e amadoras, de todos os estilos para tocar ao vivo ao ar livre: museus, praças, jardins”, disse à agência Lusa Diogo Santos, da organização. O “Faz Música Lisboa” iniciou-se em 2011 com cinco palcos, no ano passado aumentou para oito e este ano conta com 12.

...Para isso, admite alargar o evento a outras zonas da cidade “onde normalmente não há concertos, como as Avenidas Novas ou Alfama”, porque actualmente centram-se muito na Estrela, no Rato, no Chiado, na Avenida da Liberdade e no Rossio... Blues, jazz, rock, fado, folk, fusão ou música clássica são alguns dos estilos musicais que podem ser ouvidos em locais como o Largo Camões, o Jardim da Estrela, o Jardim das Amoreiras, a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva ou o Jardim Botânico. O Jardim do Príncipe Real, o Chafariz da Mãe d’Água, a Avenida da Liberdade, o Jardim do Torel ou o Rossio são os outros pontos da cidade onde vão estar montados os palcos... O “Faz Música Lisboa” é uma festa anual inserida na “Fête de la Musique”, que teve início em França nos anos 80 e se espalhou pelo mundo.»

Visita guiada ao Liceu Passos Manuel, dia 20, 18:30



O Fórum Cidadania Lx associa-se às Comemorações dos 500 Anos do Bairro Alto organizando uma visita guiada (gratuita) ao Liceu Passos Manuel no dia 20 de Junho, às 18:30.

Local: Largo do Convento de Jesus.

Participe e divulgue!

Muito obrigado!


Fotocomposição a partir de original em blog 'heróis à moda de lisboa'

19/06/2013

POSTAL DO CHIADO: Largo Trindade Coelho


Largo Trindade Coelho. Largo pedonal? Não, é um parque de estacionamento de motos. Imagens enviadas por cidadãos identificados.

CARTA DE MEXIA INCOMODA ASSEMBLEIA MUNICIPAL


In O Corvo (19/6/2013)

««Foi um tiro pela culatra. O presidente da EDP, tentando apressar a aprovação do Centro de Artes que a empresa quer construir em Belém, escreveu à Assembleia Municipal de Lisboa (AML), que terça-feira ia votar, e aprovar, o projecto. Mas a carta de António Mexia foi vista como uma pressão sobre os autarcas. E a decisão foi adiada.

Os deputados municipais iam votar uma proposta contendo os dois passos principais desta operação imobiliária: a aquisição à Fundação EDP pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) de dois lotes de terreno, com 4.690 m2, a integrar no domínio público municipal e a imediata concessão por 99 anos à EDP do seu uso privativo, bem como o de mais outras parcelas já do município, perfazendo uma área total de quase 13 mil metros quadrados. PS e PSD já haviam mostrado intenção de votar favoravelmente a proposta do vice-presidente Manuel Salgado, o que garantia uma tramitação sem história, mesmo se duas comissões da AML haviam acabado de expressar reservas ao negócio.

O parecer da Comissão Permanente do Urbanismo da Assembleia Municipal de Lisboa alertou os votantes para o “prejuízo patrimonial não despiciendo para o município”, enquanto o da Comissão Permanente para Acompanhamento do Plano Director Municipal considerou mal fundamentada a avaliação de terrenos envolvidos. A contrapartida financeira a pagar pela Fundação EDP à CML pela concessão do uso privativo dos terrenos será de 4,5 milhões de euros.

Câmara e EDP têm-se empenhado neste projecto de mais um centro cultural para a zona de Belém, uma construção de linhas curvas e fluídas e de 19 milhões de euros, a erguer-se frente ao Tejo, ao lado do Museu da Electricidade. O projecto é assinado pelo atelier da arquitecta britânica Amanda Levete e inclui uma ponte pedonal sobre a linha férrea, com acesso para o Largo Marquês de Angeja. Há meses, a CML atribuiu ao projecto “excepcional interesse municipal”. O projecto inicial já teve que ser reformulado por não respeitar o PDM.

Manuel Salgado argumentou que a construção na frente ribeirinha irá reforçar o potencial turístico e cultural da zona, que os prédios a demolir são “da segunda metade do século XX”, exceptuada uma moradia “sem valor arquitectónico e urbanístico relevante”. Propôs que os deputados votassem a proposta, mas condicionada às alterações finais a estabelecer pelo executivo camarário, tanto mais que – e aqui começou o imbróglio – o patrão da EDP acabava de se comprometer, por carta, a novas contrapartidas para o seu acarinhado centro cultural. Irá agora apoiar também as actividades náuticas junto de escolas lisboetas e reactivar o pontão fronteiro ao Museu da Electricidade. A proposta à votação iria ser melhorada com estas novidades, uma “solução feliz” do ponto de vista da relação com o rio, nas palavras do social-democrata António Proa. Desenhava-se ainda, acrescentou, o apoio da empresa a “um grande evento náutico em Lisboa”.

António Arruda, do Movimento Partido da Terra, denunciou a gestação de “um mamarracho à beira rio plantado”, quando no eixo Alcântara-Belém já existem “22 equipamentos de oferta cultural”. E atacou Manuel Salgado, pela sua “reiterada tentação de betonização da cidade”.

Modesto Navarro (PCP) já o dissera antes: estavam a ser feitos contactos de última hora para os deputados atenderem às boas razões do centro cultural da Fundação EDP, o mais inesperado dos quais era a carta que Mexia enviara, dia 17, à Assembleia Municipal, com “promessas de que nunca tinha ouvido falar”. Tais pressões podiam configurar um insulto aos deputados, tanto mais que a proposta que Salgado queria ver votada não estava “em condições de ser analisada na sua forma completa”. Era uma tentativa de “forçar a aprovação”, corroborou Arruda.

Foi decisiva a postura da presidente da AML, Simonetta Luz Afonso (PS). “Sinto-me um bocadinho pressionada”, explicou. Uma votação condicionada poderia ser um mau precedente. O melhor, disse, era a proposta voltar à Câmara, para aí receber redacção final que inclua os compromissos agora sugeridos por António Mexia e voltar depois à ratificação na assembleia da Avenida de Roma. E assim, resumiu, “mantemos a nossa dignidade”.

A proposta de construção deste novo centro cultural para Belém já anteriormente fora chumbada pela Assembleia Municipal.»

Texto: Francisco Neves Fotografia: site afaconsult

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Retirada estratégica? O faz-de-conta continua, em bom ritmo e previsivelmente nos próximos 4 anos. Haja barcos e água! E 'dêsaine', já agora!

Esperemos que ajude a acabar com a praga dos graffiti!


013-06-19 às 14:16
COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS DE 19 DE JUNHO DE 2013

«O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que estabelece o regime aplicável aos grafitos, afixações, picotagem e outras formas de alteração, ainda que temporária, das caraterísticas originais de superfícies exteriores de edifícios, pavimentos, passeios, muros, e outras infraestruturas.

Esta proposta de lei visa dotar as autarquias e demais autoridades administrativas e policiais de instrumentos que têm em vista melhor prevenir e reprimir ações de vandalismo e a utilização desregulada dos espaços públicos, desrespeito pelo património e pela propriedade, preservando o espaço urbano.»

Foto: Semanário SOL

Exmos. Senhores
Engª Leonor Pinto,
Eng. Rui Simão,


Sendo V. Exas responsáveis, respectivamente, pela UIT Centro e pela zona dos Anjos, somos a solicitar o V/esclarecimento para o seguinte:

Como é possível que a Câmara Municipal de Lisboa inscreva, e bem, no Inventário Municipal anexo ao PDM o Bairro das Colónias, reconhecendo-o como conjunto urbano de valor patrimonial e cultural para a cidade, e depois dispense o licenciamento de dispositivos de publicidade como o que polui a fachada Art Déco do edifício sito na Rua Forno do Tijolo, nº 46, conforme documentamos em foto em anexo?

Com efeito, é essa a resposta enviada pelo site Na Minha Rua à queixa apresentada oportunamente, e referenciada com o nº OCO/82617/2013!

Maior a nossa estupefacção quando é público que os dispositivos publicitários não podem ocultar elementos decorativos dos edifícios, conforme consta no Artigo 13º da Deliberação nº 146/AM/95.

Certos da V/melhor atenção, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Luís Marques da Silva

Direcção do Património e Imprensa Nacional assinam acordo de parceria


«Instituições comprometem-se a editar e divulgar publicações e medalhística, além de objectos e peças escultóricas de arte portuguesa.

O lançamento de uma Revista do Património semestral; a edição de roteiros do Museu Nacional do Azulejo e do Parque Botânico do Monteiro-Mor/Museu Nacional do Traje, e de catálogos da exposição A Invenção Contínua, de Jorge Oliveira (até 1 de Setembro no Museu do Chiado, em Lisboa), e de uma mostra dedicada à Arqueologia Subaquática; uma fotobiografia do arqueólogo português Manuel Heleno (1894-1970). Estas são algumas das concretizações agendadas para o primeiro ano de vigência do Acordo de Parceria que foi assinado esta terça-feira entre a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) e a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM).

Na cerimónia realizada no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, os responsáveis pelas duas entidades – António Osório, presidente da INCM, e Isabel Cordeiro, directora-geral do Património Cultural – comprometeram-se a coeditar uma série de publicações – roteiros, catálogos, monografias, estudos e ensaios nas áreas da História da Arte, Arqueologia e Etnologia, mas também na dos inventários, conservação e restauro – destinadas à divulgação dos trabalhos de investigação histórica e científica no país....

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Finalmente, uma boa parceria... lembro que no passado recente até parcerias com a Servilusa houve!

Na Câmara de Lisboa os regulamentos municipais "eternizam-se por inércia"


In Público (19/6/2013)
Por Inês Boaventura

«Quem o diz é a Comissão para a Promoção de Boas Práticas, que propõe que os regulamentos a aprovar passem a ter um prazo de vigência no máximo de dez anos.

A Comissão para a Promoção de Boas Práticas recomendou à Câmara de Lisboa que fixe um prazo de vigência "relativamente curto" para os regulamentos municipais em vigor e para aqueles que venham a ser aprovados.

Pretende-se evitar que estes "se eternizem por inércia" e para diminuir a possibilidade de incluírem "normas desactualizadas".

Nessa recomendação, com data de 31 de Maio e disponível no site da autarquia, defende-se que a Câmara e a Assembleia Municipal de Lisboa devem fixar um prazo, que não ultrapasse o mandato dos próximos órgãos autárquicos, para todos os regulamentos actualmente vigentes. Findo esse prazo, sugere, cessarão a sua vigência todos os regulamentos que até lá não sejam "expressa e individualmente mantidos em vigor, com ou sem alterações".

...O PÚBLICO perguntou à Câmara de Lisboa por que é que essas acções não foram concretizadas, mas não obteve resposta. Por saber fica também se a autarquia irá acolher a recomendação da Comissão para a Promoção de Boas Práticas.»

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Desengane-se quem pensa que alguma vez a CML vai acatar/seguir as recomendações da Comissão de Boas Práticas (aliás, basta ver o que se faz para garantir a não corrupção: nada), que foi, logicamente, entendida pela generalidade dos responsáveis como 'faz-de-conta'. Chapeau para o Dr. Luís Barbosa, cuja aturada paciência gabo.

Já no que toca aos regulamentos, a CML é como o país: regulamentos não faltam (e há quem seja especializado em produzi-los à velocidade de uma estrofe) mas ninguém os cumpre. Exemplos clássicos: a publicidade em espaço público, as marquises, o código da estrada, etc.

Desclassificado (e bem) prédio no Campo dos Mártires da Pátria, 22-24


Anúncio n.º 222/2013. D.R. n.º 116, Série II de 2013-06-19 Presidência do Conselho de Ministros - Direção-Geral do Património Cultural Abertura do procedimento de desclassificação do Edifício sito no Campo dos Mártires da Pátria, 22 a 24, em Lisboa, freguesia da Pena, concelho e distrito de Lisboa.


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Mas se esta decisão está correcta, há que ter em atenção classificações a coisas que não o deviam ser, como o edifício da Fundação RESS/BES no Largo de Alcântara, por exemplo, quase totalmente desvirtuado.

18/06/2013

Protesto junto da Sociedade Voz do Operário (Graça) pela colocação de ATM na porta de Monumento de Interesse Público


Exmo. Senhor Manuel Batista Figueiredo
Presidente da Direcção da Sociedade Voz do Operário


CC. DGPC, Montepio Geral
Vimos por este meio apresentar o nosso protesto pela presença da caixa multibanco na porta do edifício-sede da Voz do Operário (ver foto em anexo); situação totalmente inaceitável , desde logo sob que circunstâncias fosse, mas muito mais gravosa na presente pelo facto do imóvel ter sido classificado recentemente como Monumento de Interesse Público, pela Portaria n.º 740-BU/2012 de 13 de Dezembro de 2012 (http://dre.pt/pdf2sdip/2012/12/248000001/0005200053.pdf).

Compreendemos que a colocação de um dispositivo ATM nas vossas instalações seja uma fonte de receita para a Voz do Operário, e em nada nos opomos a que tal se verifique, sendo que apenas sugerimos que o mesmo seja instalado noutro local, por exemplo dentro do hall do edifício por forma a que aquele dispositivo não constitua elemento intrusivo no edifício classificado.

Solicitamos, por isso, que diligenciem esforços no sentido de corrigirem esta situação e de devolverem a dignidade que o vosso belo edifício merece, no respeito integral pela classificação em boa hora almejada.

Com os melhores cumprimentos


Paulo Ferrero, Virgílio Marques, Nuno Caiado, Miguel Lopes Oliveira, José Filipe Toga Soares, Alexandre Marques da Cruz, Paulo Lopes, Jorge Lopes, Jorge Pinto, Paulo Dias Figueiredo, Mónica Lopes Alfredo, Paulo Ceia Nunes, Miguel Velloso, Carlos Matos, João José Duarte Silva

Idem aspas para o Pavilhão do Rádio (IPO)


Portaria n.º 389/2013. D.R. n.º 115, Série II de 2013-06-18.
Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura
Classifica como monumento de interesse público o Pavilhão do Rádio, do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, na Rua Professor Lima Basto, Lisboa, freguesia de São Domingos de Benfica, concelho e distrito de Lisboa, e fixa a zona especial de proteção do mesmo monumento.

Avenida da Liberdade está classificada. F-I-N-A-L-M-E-N-T-E!


Portaria n.º 385/2013. D.R. n.º 115, Série II de 2013-06-18
Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura
Classifica como conjunto de interesse público a Avenida da Liberdade, em Lisboa, freguesias do Coração de Jesus, de São José, de Santa Justa e de São Mamede, concelho e distrito de Lisboa.


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Uma classificação mais do que justa, ainda que inexplicavelmente tardia. Uma bofetada de luva branca a quem sempre se opôs a que isto fosse possível. Vamos ver se as coisas mudam de feição no pouco que ainda há a preservar e no muito que há a corrigir.

17/06/2013

Modernices...de mau gosto.


No edifício de "A Voz do Operário", classificado como Monumento de Interesse Público.

HEMEROTECA DE LISBOA: mais uma vidraça a cair...



Lamentamos constatar que o antigo Palácio Condes de Tomar, apessar da mudança de proprietário - agora é a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa segundo julgamos saber - continua com a sua fachada sem qualquer obra de manutenção. Na sequência de semelhantes alertas em 2010, 2011 e 2012, temos a informar que há outra vidraça de janela que ameaça cair sobre a via pública pondo em risco os cidadãos que circulam diariamente em frente do nº 3 da Rua de S. Pedro de Alcântara. E neste ano celebramos os 500 anos do Bairro Alto!
 
Já foi solicitado ao Dr. Álvaro Costa de Matos, Director da Hemeroteca Municipal, que sejam tomadas medidas urgentes para evitar um acidente. E assim vão os nossos arquivos municipais... Sem sombra de dúvida não são uma prioridade para a actual CML.

As alarvidades da CML e quejandos continuam e a dança seguirá por mais quatro anos, claro:


«Prédio de fachada clássica na Rua Castilho, no coração de Lisboa. O projecto contempla a remodelação do edifício existente e a construção de três novos andares. O projecto residencial já aprovada pela Câmara Municipal de Lisboa (?!) considera uma construção de 5440 metros quadrados acima do solo em um total de 9 andares e 2.926 metros quadrados abaixo do solo, num total de 4 andares. O piso térreo terá dois espaços comerciais com uma área bruta total de 410 metros quadrados. Nos oito andares de uso residencial está planeada a construção de um total de 18 apartamentos com as seguintes tipologias 4T2, 4T3, 8T4 e 2 Duplex T6. Para os 4 pisos subterrâneos está planeada a construção de 62 lugares de estacionamento.» (in Site da Sotheby's)


Telão publicitário no Largo do Chiado, 4-7


Exmos. Senhores


Vimos por este meio saber se nos arquivos da DGPC existem antecedentes sobre a instalação de um dispositivo de publicidade para a fachada do imóvel sito no Largo do Chiado 4 a 7, integrado na Lisboa Pombalina, classificada Conjunto de Interesse Público (Portaria n.º 740-DV/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012) e na ZEP da Igreja dos Mártires, classificada como IIP (Decreto n.º 735/74, DG, I Série, n.º 297, de 21-12-1974).

Este caso constitui mais um mau exemplo de mega-telas de publicidade que não têm em consideração os bens culturais classificados, ex. a Lisboa Pombalina.

Dado serem frequentes a instalação de dispositivos de publicidade à revelia da Lei, e os maus exemplos em que a Câmara Municipal de Lisboa licencia projectos que recebem parecer de não aprovação da tutela do património cultural; solicitamos que nos informem da legalidade deste exemplo no Largo do Chiado, zona emblemática do nosso património cultural e candidata a reconhecimento pela UNESCO.

Aproveitamos esta oportunidade para também solicitarmos esclarecimentos quanto ao telão publicitário das Festas de Lisboa que foi instalado (pelo segundo ano) na fachada da sede do DN na Avenida da liberdade (IIP). Será que teve aprovação da DGPC?

Na expectativa, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,


Fernando Jorge, Bernardo Ferreira de Carvalho e Paulo Ferrero

Muitos parabéns ao S.O.S. Azulejo!!!


In LUSA/Público (17/6/2013)

«Organização europeia de defesa do património dá prémio a SOS Azulejo

projecto português SOS Azulejo, dedicado à salvaguarda e valorização do património azulejar português, foi neste domingo distinguido em Atenas com um prémio especial na edição de 2013 dos galardões Europa Nostra, dedicados ao património cultural europeu.

Em Março deste ano, a organização divulgou, entre 200 candidaturas seleccionadas de cerca de 30 países, os 30 vencedores da edição deste ano.

Nesta fase, Portugal estava representado com quatro projectos nas áreas de conservação, contribuição e educação: os restauros do Liceu Passos Manuel, em Lisboa, e do chalet da condessa de Edla, em Sintra, a Fundação Ricardo Espírito Santo e o Projecto SOS Azulejo, coordenado pelo Museu da Polícia Judiciária.

O projecto português premiado arrancou em 2007, com um site com fotografias de azulejos roubados. “Nasceu da necessidade imperiosa de combater a grave delapidação do património azulejar português que se verifica actualmente, de modo crescente e alarmante, por furto, vandalismo e incúria”, refere o site, acrescentando: “Criminosos demonstram conhecer bem o preço dos azulejos portugueses nos mercados nacionais e internacionais, enquanto grande parte da população portuguesa não lhe reconhece grande valor ou importância, não lhe conferindo a necessária protecção”. O SOS Azulejo tem actuado também junto das escolas e das autarquias, numa tentativa de sensibilização dos jovens e dos autarcas para o problema.

"É a primeira vez que Portugal obtém um grande Prémio Europa Nostra", sublinhou o presidente do Centro Nacional de Cultura, representante em Portugal daquela entidade, numa mensagem enviada à agência Lusa.

Para Guilherme d´Oliveira Martins, o prémio "é o reconhecimento da importância do Projecto SOS Azulejo pela sua função preventiva e educativa na salvaguarda do património cultural".

Neste domingo, ao final do dia, na cerimónia em Atenas, foram conhecidos os prémios especiais da edição de 2013 e o prémio do público, seleccionado através de uma votação online. A escolha do público recaiu nos trabalhos de conservação dos monumentos da Acrópole, em Atenas.

...»

Jardim da Praça João Bosco (PRAZERES)









É um espaço verde tipicamente lisboeta... Candeeiros partidos, bancos de jardim desaparecidos, pavimentos esburacados, papaeleiras danificadas, grafiti, lixo, etc, etc. Welcome to Lisbon!

16/06/2013

Percurso Rua de São Paulo - Chafariz da Esperança


Toda esta zona possui inúmeros motivos de interesse para ser preservada em toda a sua extensão. Largo de São Paulo, porventura o mais equilibrado largo pombalino de Lisboa, fachadas de azulejos publicitários de estabelecimentos comerciais, ascensor da Bica, vários palácios, Alvito, Almada-Carvalhais, culminando no chafariz da Esperança, monumental chafariz, monumento nacional e que faz parte da obra régia das Águas-Livres:


Chafariz do Largo de São Paulo. Lisboa 14/05/2013.

Chafariz do Largo de São Paulo. Lisboa 14/05/2013

Tanque no chafariz do Largo de São Paulo. Lisboa 14/05/2013


Casa ardida. Rua de São Paulo. Lisboa 15/05/2013

Varanda Rua de São Paulo, Lisboa 15/05/2013

Chafariz da Esperança, Monumento Nacional, Lisboa 15/10/2013.

Respiradouro e parede Chafariz da Esperança, Monumento Nacional, Lisboa 15/05/2013

Chafariz da esperança, toldo da entarda do bar Xafarix, cortando a perspectiva do corpo do chafariz.

Murete grafitado. Chafariz da Esperança, Monumento Nacional.


Chafariz da Esperança, boca de bica, nicho e parte das duas colunas.
Carranca de bica, chafariz da Esperança. Monumento Nacional

Aspecto de outra carranca de bica. Chafariz da Esperança. Monumento Nacional

15/06/2013

POSTAL DA BAIXA: Rua de São Nicolau




Lisboa Medieval? Lisboa Feia, Porca e Má. Rua de São Nicolau, ontem 6ª feira dia 14 de Junho de 2013.

NOVO HOTEL LEVA A DEMOLIÇÃO DE EDIFÍCIO DE CASSIANO BRANCO


In O Corvo (14/6/2013)
Texto e fotografia: Samuel Alemão

«Prédio de habitação desenhado pelo arquitecto modernista, no número 233 da Avenida Almirante Reis, já tem parte da fachada principal destruída. Isto apesar de, na primeira proposta de alteração do edifício aprovada pela câmara, em 2009, se referir a sua manutenção integral.

Há muito que se esperava uma intervenção no edifício da Avenida Almirante Reis, nº233, na esquina com a Praça João do Rio, junto ao Areeiro. O prédio de habitação desenhado pelo arquitecto modernista Cassiano Branco vira partir, há já alguns anos, os últimos inquilinos e aguardava, com as suas portas e janelas emparedadas e a fachada repleta de graffiti, a transformação num hotel. Poucos suspeitariam é que tal operação envolvesse a sua demolição – até porque está classificado no Inventório Municipal de Património com o número 43.14, no âmbito do Plano Director Muncipal. É isso, porém, que está a acontecer, desde final do Maio. Neste momento, apenas resta parte da fachada, desconhecendo-se se a total destruição da estrutura original será o desfecho de uma obra com um percurso tortuoso.

Há sete anos, pelo menos, que se sabe das intenções da empresa Hotel do Aeroporto, Actividades Hoteleiras SA em abrir uma unidade hoteleira naquele edifício. Numa reportagem do “Diário de Notícias”, de 6 de Agosto de 2006, dava-se conta do projecto do Lisbon Hotel, com quatro estrelas e a abrir no ano seguinte. Teria 94 quartos e duas garagens e, segundo declarou ao mesmo jornal um responsável da empresa promotora, seria uma obra feita com a intenção de “alterar a imagem desta zona”. “Ao termos uma maior circulação de turistas e de pessoas que irão ao hotel para jantar ou para beber um copo, iremos trazer mais movimento a uma zona adormecida.”, dizia.

A imagem da zona já está alterada, de facto. O alvará das obras só foi emitido a 24 de Abril deste ano e refere a autorização (com o número 27/OD/2013) para realizar trabalhos de “alteração com demolição”. No mesmo aviso público refere-se que os trabalhos foram aprovados por despacho do vereador, e actual vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Manuel Salgado, em 16 de Julho de 2010. O edifício terá uma cércea (dimensão vertical de uma construção) de 22,4 metros, seis andares e três pisos subterrâneos e uma área total de construção de 4.663 metros quadrados, ainda segundo o mesmo anúncio – afixado sobre uma tela cobrindo os andaimes, atrás dos quais se procede à operação de demolição.

A demolição da fachada não era, contudo, o que constava do processo de arquitectura com o número 1656/EDI/2006, aprovado pelo executivo municipal, sem votos contra, a 22 de Janeiro de 2009 – disponível na internet. A proposta, subscrita por Manuel Salgado, então como agora com o pelouro do Urbanismo, dizia no seu ponto quatro que se pretendia “adaptar um edifício de habitação tendo em vista a instalação de um empreendimento turístico – hotel, consistindo as obras de alteração na manutenção das fachadas principais, demolição integral do interior, execução de três caves e alteração da cobertura com um piso em mansarda”. Ou seja, referia-se explicitamente a “manutenção das fachadas principais”.

Algo terá mudado, entretanto. E não foi pela primeira vez. Este mesmo processo, que foi a reunião de câmara como a proposta número 87/2009, partiu de um pedido de licenciamento de obras de alteração do edifício feito à CML, pela Hotel do Aeroporto, Actividades Hoteleiras SA, a 19 de Setembro de 2006. Ou seja, pouco mais de um mês após a entrevista ao “Diário de Notícias”, em que se falava do projecto. Mas o mesmo promotor apresentara, a 11 de Abril desse ano, um pedido de demolição do prédio, ao qual a autarquia atribuiu o número de processo 613/EDI/2006. Um percurso burocrático atribulado para um desfecho que parece corresponder, afinal, às intenções iniciais dos promotores da obra: demolir o prédio de Cassiano Branco. Embora se desconheça se alguma parte da fachada sobreviverá.»

...

Fazemos o que podemos: queixa. Resultado? Zero, claro. Mas, também, quem se interessa por isto? Meia dúzia de líricos... Não fossemos meia dúzia e não seria assim, claro.


...

Segundo artigo de hoje do Público (disponível aqui), o Vereador Manuel Salgado mandou embargar as obras, uma vez que as mesmas não respeitam o projecto aprovado pela CML, que obrigava à manutenção da fachada. Veremos como isto acaba... e lembramos que caso idêntico poderá estar já a passar-se na Duque de Loulé/Santa Marta.


TEXTO EDITADO

12/06/2013

Alerta para danos no património classificado do ex Hospital Miguel Bombarda e para a situação do Museu


Exmo Senhor Ministro da Saúde
Dr. Paulo Macedo


Como é do conhecimento de Vossa Excelência, o património do antigo Hospital Miguel Bombarda, encerrado em 2011, é de grande valor histórico e arquitectónico, sendo que dois dos edifícios existentes no seu complexo, o Balneário D. Maria II (1853) e o Pavilhão de Segurança (1896) já se encontram classificados desde Dezembro de 2010 como Imóveis de Interesse Público.

No que respeita ao Pavilhão de Segurança - edifício único no mundo, que foi alvo de criteriosas obras de restauro em 2005-2007 e onde está instalado o Museu de Arte de Doentes, de Arte Outsider e de Neurociências -, cumpre-nos informar Vossa Excelência que julgamos terem-se verificado dois graves atropelos à sua salvaguarda e conservação por parte da Administração do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, a saber:

1. Na cave do edifício, com paredes estruturais, não descortinamos as razões por que foram colocadas argamassas com cimento industrial e tinta plástica (!), sem autorização da Direcção-Geral do Património Cultural (obrigatória), provocando a não respiração das paredes e a retenção de água e humidades, colocando em perigo por isso mesmo a estabilidade futura do edifício. De salientar que os materiais apropriados, não utilizados nesta intervenção, estão armazenados no próprio edifício desde 2009-2010, para eventuais reparações, o que não se verificou no caso presente.

2. No corpo circular do mesmo edifício, o que mantém os rebocos originais sem cimento e revestidos a cal, aquando de recente exposição de fotografias (desadequadas aos fins do Museu), desocuparam-se seis salas de arte de doentes e foram colocados dezenas de pregos, danificando as paredes, ao não utilizarem os cerca de 20 expositores existentes no Museu.

Alertamos também Vossa Excelência, Senhor Ministro, para a situação de desleixo do Museu do ex Hospital Miguel Bombarda, dedicado à arte dos Doentes Mentais e às Neurociências, onde se expõe parte de um dos mais ricos acervos existentes na Europa, com cerca de 14.000 exemplares - segundo pareceres do famoso Museu de Lausanne e de John Maizels, diretor da revista internacional Raw Vision -, um espaço de homenagem à criatividade artística de doentes com perturbação psíquica, combatendo o estigma e a discriminação, e visitado por mais de 20.000 pessoas desde que abriu portas, sendo que a maioria são turistas estrangeiros.

Progressivamente, desde o encerramento do hospital, tem sido negada a visita a locais como o Salão Nobre, o gabinete onde o Prof. Bombarda foi assassinado, foi cancelado o telefone de contacto, etc. Mais recentemente, as pinturas e os azulejos das 6 salas do corpo circular onde se realizou a exposição antes referida, não foram repostos para exibição.

Face à situação em que se encontra o Museu, e à continuada incompreensão da Administração do Centro Hospitalar em corrigir as situações descritas, sugerimos a Vossa Excelência que transfira a responsabilidade e a guarda do excepcional e único acervo artístico e documental em causa, para o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, entidade que no ministério está vocacionada para a constituição do Museu da Saúde.

Desde já agradecendo a melhor atenção de Vossa Excelência, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho e Carlos Moura

Cc. AML, DGPC, Media

NOTA MUITO POSITIVA PARA A CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA !


Apetece dar o parabéns à Câmara Municipal de Lisboa pela nova imagem da Praça do Marquês de Pombal.

O incremento dos espaços verdes, cuja área praticamente triplicou graças à redução das vias de circulação automóvel e da inclusão de percursos pedonais e para bicicletas no seu interior, bem como a plantação de 31 árvores da espécie Erythrina crista-galli, árvores de médio porte, originárias da América do Sul, de folha caduca e que florescem de Julho a Setembro com uma flor muito bonita, vermelha na face superior e rosadas na face inferior, tornaram o Marquês de Pombal numa praça ainda mais bela e digna de qualquer capital europeia.

Por tudo isto apetece dar os parabéns aos lisboetas e à sua Câmara Municipal.

Ficamos agora à espera da tão prometida requalificação da Rua Joaquim António de Aguiar, descaracterizada pelas obras de construção do Túnel da Marquês.


Pinto Soares